mai 12 2012

SENA Cursos e Concursos homenageia a todas as Mães pelo seu dia

Category: Notíciaskatia @ 23:17

Abrimos esta página homenageando a todas as mães que amam aos seus filhos incondicionalmente, preparando-os para a vida, pois na sua sublime sabedoria sabem que um dia seus filhos abrirão as asas alçando o próprio voo.

Comemorado no segundo domingo de maio em vários países, inclusive o Brasil, A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".

Mas foi outra americana, Ana Jarvis, filha de pastores, que inspirou a criação do Dia das Mães. A data surgiu em virtude do sofrimento de Ana que após perder a mãe, passou por um processo depressivo fazendo com que suas amigas mais próximas, para livrá-la de tal sofrimento, fizessem uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.

A Festa fez tanto sucesso que, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis, pois a popularidade do feriado fez com que a data se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa à diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

Nas diferentes localidades do mundo, a comemoração é feita em dias diferentes. Na Noruega é comemorada no segundo domingo de fevereiro; na África do Sul e Portugal, no primeiro domingo de maio; na Suécia, no quarto domingo de maio; no México é uma data fixa, dia 10 de maio. Na Tailândia, no dia 12 de agosto, em comemoração ao aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit. Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um dia para a família.

No Brasil o primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio quando também é comemorada nos Estados Unidos, Japão, Turquia e Itália. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.




 

Tags: , , , ,

mai 12 2012

SENA Cursos e Concursos informa: Marinha do Brasil abre inscrições para o CFAQ II e III, para a formação de Moço de Convés

Category: Notíciaskatia @ 14:08

A Marinha do Brasil está com inscrições abertas para o CFAQ II e III, pra a Formação de Moço de Convés e Máquinas. Os cursos serão oferecidos pelo CIAGA (Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, na cidade do Rio de janeiro), CIABA (Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar) e pelas Capitanias de Portos.

Os interessados em participar deste processo seletivo deverão ser brasileiros (ambos os sexos) natos ou naturalizados, com idade mínima de 18 anos e ter o Ensino Fundamental completo.

PROVAS

O processo seletivo será composto de exame de conhecimentos com duas provas escritas sobre português e matemática, previstas para serem aplicadas no dia 17 de junho, em locais que serão divulgados no site do CIAGA, além de avaliação de atestados médicos e teste de suficiência física.

O CURSO

O curso será ministrado em regime de externato, no período estipulado, pelos Órgãos de Execução. Ele será gratuito e será oferecido material de ensino, por empréstimo.

Os alunos cursando receberão merenda escolar, mas não haverá a facilidade de alojamento, exceto e caso disponível no OE, para aqueles residentes fora da cidade de realização do curso.

Ao terminar o curso com sucesso, o que se dá somente após a aprovação por aproveitamento e por frequência, o aluno será declarado Moço de Convés ou Moço de Máquinas.

Consequentemente receberá sua Caderneta de Identificação e Registro (CIR) e os respectivos certificados modelos com validade internacional, de acordo com a legislação em vigor.

Detalhes sobre o Curso podem ser encontrados na página do CIAGA na Internet (www.ciaga.mar.mil.br), acessando, por ordem, os “links”: Diretoria de Portos e Costas, Ensino Profissional Marítimo, Ensino para Aquaviários e PREPOM.

CONDIÇÕES PARA MATRÍCULA APÓS TER SIDO APROVADO NO PROCESSO SELETIVO:

Deverão estar em dia com toda documentação em cópia autênticada, as mesmas podem ser autênticadas no OE mas com a obrigação de levar todos os originais para comprovação: CPF, RG, CIR (caso já for marítimo nas categorias: POP, MOP, MAC, MAM, MAF, MMA), Comprovante de Residência, 1 foto 5×7 (tipo passaporte, para confecção da CIR), 2 fotos 3×4 e Histórico Escolar.

ATRIBUIÇÕES DE UM MOÇO DE CONVÉS OU MOÇO DE MÁQUINAS

De acordo com o edital de abertura, o Moço de Convés auxilia na operação dos equipamentos de convés, na manutenção e conservação do material e participa de diversas fainas e serviços de convés. Da mesma forma, o Moço de Máquinas possui essas responsabilidades no setor de Máquinas. Ao longo da vida profissional, tanto o Moço de Convés quanto o Moço de Máquinas tem a oportunidade de realizar cursos diversos relacionados com o Ensino Profissional Marítimo, visando o seu aprimoramento e o acesso às categorias superiores da profissão.

CONFIRA ABAIXO OS LOCAIS E PROCEDIMENTOS PARA INCRIÇÃO

 

                     CIAGA – Centro de Instrução Almirante Graça Aranha

INSCRIÇÕES: As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 15 de maio, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site www.ciaga.mar.mil.br e pagamento da taxa de R$ 8,00.

VAGAS: Das 210 vagas ofertadas, 60 são para a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), 60 para a Delegacia da Capitania dos Portos do Rio de Jan

eiro (Del Itacuruçá), 30 para a Delegacia da Capitania dos Portos em Angra dos Reis (Del Areis), 30 para a Delegacia da Capitania dos Portos em Macaé (Del Macaé) e 30 para a Agência da Capitania dos Portos em Parati (AgParati).

Para maiores informações sobre o curso no CIAGA, leia o Edital

 

CIABA - Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar

INSCRIÇÕES: Abertas até o dia 18 de maio de 2012

VAGAS: 50 vagas para ambos o s sexos

DAS INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE FORMAÇÃO NO CIABA

O candidato deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 8,00 (oito reais), nas agências do Banco do Brasil, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), a ser emitida na página do Tesouro Nacional na Internet https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/gru/gru_simples.asp até 18.05.2012, devendo ser preenchidos os campos conforme explicado abaixo:

UG: 852001

Gestão: 00001

Recolhimento Código: 28832-2

Em seguida, clicar “Avançar

Nº de referência: 852100

Competência: (não preencher)

Vencimento: 18.05.2012

CPF do contribuinte: (CPF do candidato)

Nome do contribuinte: (Nome do candidato)

Valor principal: 8,00

Valor total: 8,00

Em seguida, clicar em “emitir GRU”

Para efetuar a inscrição, o candidato deverá enviar, preferencialmente, por SEDEX, remetida via Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), até 18.05.2012, em envelope único, a seguinte documentação: Comprovante de pagamento da taxa de inscrição (original); Ficha de inscrição constante no Anexo II e Cópia autenticada do seguintes documentos: Certificado de conclusão do 9° ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental; Documento oficial de identificação válido e com fotografia; Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); Título de Eleitor; Certificado de Reservista ou outro documento que comprove a quitação com o Serviço Militar; Comprovante de residência; Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), para os candidatos aquaviários; Folha de identificação do militar constante da Caderneta Registro (CR) e da última folha constante o licenciamento/desligamento do Serviço Ativo da Marinha (SAM), para os candidatos oriundo da MB; e Carta de indicação da Empresa de Navegação, de acordo com a alínea b, constante do Edital.

·    Para os candidatos indicados por empresas de navegação e outras afins,  os documentos deverão ser enviados em envelope único para o seguinte endereço:

     CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE BRAZ DE AGUIAR

     SUPERINTEDÊNCIA DE ENSINO

     PROCESSO SELETIVO PARA O CURSO CFAQ II-III M 2012

     Rodovia Arthur Bernardes, 245 - Pratinha - Belém/PA

     CEP: 66.816-900

 

·    Não será ceita a inscrição cujo pagamento da taxa seja realizado após 18.05.2012.

·     A taxa de inscrição não será restituída ao candidato em nenhuma hipótese.

O CIABA não se responsabilizará pela documentação postada pelo candidato e não recebida na data.

Não será aceita a inscrição cuja documentação for postada após 18.05.2012, devendo o candidato exigir da EBCT, no ato da postagem, a aposição do carimbo com a data no envelope de remessa da documentação

Não será aceita a inscrição cuja documentação for entregue pessoalmente em qualquer Organização Militar da Marinha do Brasil

O “Cadastro de Inscritos” estará disponível para consulta na página do CIABA na Internet, de acordo com a programação do Calendário de Eventos (Ver Edital)

Encerrado o período de inscrições, não será aceito documentação adicional àquela inicialmente enviada.

·     O CIABA receberá as inscrições enviadas pela EBCT até o dia 29 de maio de 2012.

Para maiores informações clique no Edital

CAPITANIA  DE PORTOS DO CEARÁ 

INSCRIÇÕES: Abertas até o dia 22 de maio de 2012 na Capitania de Portos de Fortaleza e  Camocim. Para fazer a inscrição o candidato deverá retirar a Guia de Recolhimento da União (GRU), via internet para pagamento em qualquer Agência Bancária, no valor de R$ 8,00 e, aí sim, comparecer pessoalmente, aos locais de inscrições.

VAGAS: 70 vagas para as 02 (duas) turmas, nas categorias de Moço de Convés, Moço de Máquinas, Enfermeiro, Auxiliar de Saúde, Cozinheiro e Taifeiro. 

O candidato ao ingresso na Seção de Saúde, para as categorias abaixo, que deverá ser se:

I – Enfermeiro: Técnico de Enfermagem, inscrito nos órgãos competentes do Ministério da Saúde

II – Auxiliar de Saúde: Auxiliar de Enfermagem ou portador de Certificado de conclusão de curso da área de saúde com carga horária mínima de 60 (sessenta) horas em Primeiros Socorros, inscrito nos órgãos competentes do Ministério da Saúde

O candidato ao ingresso na Seção de Câmara, para as categorias de Cozinheiro ou Taifeiro: Cozinheiro ou garçom, com experiência mínima de 2 (dois) anos na respectiva função, comprovada mediante registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social; ou Portador do Certificado do curso decapacitação/qualificação profissional de Cozinheiro ou Garçom ou Taifeiro, expedido por entidade comprovadamente reconhecida.

Para maiores informações clique no Edital

Continue acompanhando nesta página as últimas informações sobre os Concursos 2012, para o CFAQ II e III em todo o Brasil.

Tags: , , , , , , , , , , , ,

mai 8 2012

SENA Cursos e Concursos parabeniza a Cruz Vermelha e aos que nela trabalham em prol da sociedade.

Category: Notíciaskatia @ 19:00

No dia 8 de maio comemota-se o dia da Cruz Vermelha Internacional que marca o aniversário do seu fundador, Henry Dunant. A instituição, constituída basicamente por voluntários e presente em 171 países, vem prestando inúmeros serviços à humanidade, dando assistência aos feridos de guerra e vítimas de catástrofes naturais além de promover os Direitos Humanos".

Tudo começou quando...

Um campo de batalha com milhares de soldados feridos, abandonados à própria sorte, por falta de assistência médica. Esta terrível visão, em junho de 1859, no campo de Solferino, Norte da Itália, inspirou no suíço Henry Dunant a certeza de que algo precisava ser feito. Este sentimento foi a semente da Cruz Vermelha. Naquele momento, ele mobilizou a população local para que o ajudasse a tratar os soldados de ambos os lados, dizendo a frase que se tornou mote da instituição: "Sono fratelli", ou "são irmãos".

Três anos mais tarde, Dunant publicou o livro "Uma Recordação de Solferino", sugerindo que fossem constituídas sociedades de assistência em tempo de paz, com enfermeiros que tratassem dos feridos em tempos de guerra, e que estes voluntários fossem reconhecidos e protegidos por meio de um acordo internacional. Criou-se então o "Comitê Internacional para a Assistência aos Feridos", mais tarde renomeado para Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Um ano mais tarde, em 1863, os representantes de 16 países e quatro instituições filantrópicas reuniram-se em Genebra, em uma Conferência Internacional, marcando a oficialização da Cruz Vermelha como uma instituição. Ainda faltava, no entanto, a garantia de que este serviço fosse reconhecido e respeitado internacionalmente. Com este objetivo, o governo suíço convocou uma Conferência Diplomática que se realizou em 1864, também em Genebra. Participaram os representantes de doze governos, que assinaram um tratado intitulado "Convenção de Genebra para o Melhoramento da Sorte dos Soldados Feridos nos Exércitos de Campanha", reconhecido como o primeiro tratado de Direito Internacional Humanitário.

Posteriormente, foram realizadas outras conferências, ampliando o direito básico a outras categorias de vítimas, como os prisioneiros de guerra. Esta decisão foi muito importante e deu novo impulso à Cruz Vermelha por ocasião da Segunda Guerra Mundial (1939 à 1945), repercutindo também no Brasil. A busca de paradeiro de parentes dos estrangeiros residentes no País tornou-se uma tarefa de grande importância. Após a Segunda Guerra Mundial, uma conferência Diplomática adotou as quatro Convenções de Genebra de 1949, depois de reunir-se durante quatro meses. Estas Convenções incluíam, pela primeira vez, disposições relativas à proteção de civis em tempo de guerra.

 Atualmente a Cruz Vermelha é composta por 171 Sociedades Nacionais em 171 países, contando com mais de 350 milhões de voluntários, regidos pelo mesmo estatuto, princípios e finalidades. Seu objetivo é atuar nos conflitos armados internacionais, entre as forças armadas de um ou mais Estados, e nos conflitos armados nacionais, entre as forças armadas regulares e grupos armados identificáveis, ou ainda entre grupos armados. Distúrbios internos, tais como manifestações, lutas entre facções ou contra o poder estabelecido, também justificam as ações da Cruz Vermelha. Para agir nessas situações, o CICV apóia-se em bases jurídicas e no direito de iniciativa humanitária atribuído a ele pelos Estados.

Como Funciona no Brasil

No Brasil a Cruz Vermelha é uma entidade supra-estatal, ou seja, uma sociedade civil, filantrópica e independente, com personalidade jurídica e sediada no Rio de Janeiro, onde foi fundada, em 1908. Esta filial está sendo fechada por motivos administrativos. Atualmente, a Cruz Vermelha Internacional tem filiais em 14 estados brasileiros. Ela é constituída sobre as mesmas bases da Convenção de Genebra, também assinada pelo Brasil. Sendo assim, é reconhecida oficialmente pelo Governo brasileiro e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, como Sociedade de Socorro voluntário, autônomo, e que auxilia os poderes públicos e o serviço militar de saúde.

No Brasil, o objetivo da Cruz Vermelha é prevenir e atenuar os sofrimentos humanos com imparcialidade e sem distinção de raça, nacionalidade, nível social, religião e opinião política. Sua atuação, em determinados casos, pode estender-se além do território nacional. De acordo com o Secretário Geral da Cruz Vermelha brasileira, Gerson Nogueira, "O voluntariado é um dos princípios mais conhecidos desta entidade civil, que tem por objetivo minorar o sofrimento da humanidade". Nogueira explica que a Cruz Vermelha conta com sete princípios: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.

Segundo o Secretário Geral, a Cruz Vermelha do Brasil atua em ações preventivas, emergenciais e assistenciais, atuando também em outros países com ações recuperativas. Do ponto de vista da prevenção, trabalha-se no preparo de pessoal profissional e voluntário, com cursos de socorristas. Nas ações emergenciais, presta-se auxílio em catástrofes, apoiando o Corpo de Bombeiros, o Exército da Salvação, os Escoteiros, o Movimento Bandeirante e a Associação Adventista.

Como exemplo da ação assistencial da Cruz Vermelha, ele cita a grande seca no nordeste, em 1998, onde a Cruz Vermelha ajudou a recolher 80 toneladas de alimentos para o Estado de Alagoas. A ação recuperativa, em outros países, conta em especial com o serviço de busca de pessoas desaparecidas e de documentação perdida, dependendo da legislação local.

Em São Paulo, maior cidade brasileira e também maior cidade da América do Sul, a Cruz Vermelha tem um hospital com 20 leitos onde realiza cirurgia reparatória e plástica para pacientes carentes com má formação congênita, relata Nogueira em entrevista exclusiva para esta reportagem. Também em São Paulo, a Cruz Vermelha conta com um Centro Formador, onde são oferecidos cursos profissionalizantes de baixo custo na área de saúde, implantados sem finalidade lucrativa. Atualmente são oferecidos cursos de auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem e técnico em radiologia, com capacidade para formar cerca de 560 profissionais anualmente.

A Cruz Vermelha (CV) no Brasil tem por prioridade a promoção do Direito Internacional Humanitário, cooperando, para isso, com as Forças Armadas, à quem ministra cursos e apresentações em suas escolas militares, como, por exemplo, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica e a Escola de Guerra Naval, relata Nogueira. A CV também participa da preparação dos militares enviados em Missões de Paz à outros países.

Além disso, também trabalha na disseminação de normas do Direito Internacional dos Direitos Humanos aplicáveis às Forças Policiais. Em 1998, em conjunto com o Ministério da Justiça, a delegação da Comissão Internacional da Cruz Vermelha no Brasil iniciou um projeto de difusão das normas fundamentais de direitos humanos e de direito internacional humanitário para as polícias militares brasileiras. O objetivo foi fornecer os meios necessários para que as normas de direitos humanos sejam usadas para minimizar os efeitos nocivos do uso da força, das armas de fogo, da captura e da detenção. O projeto pretendia capacitar 830 oficiais multiplicadores de todas as polícias militares brasileiras.

A Delegação da Cruz Vermelha de Brasília, capital brasileira, assumiu, desde janeiro de 2000, a responsabilidade por todas as atividades do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil e passou a atuar como um centro de recursos e apoio aos programas de difusão às forças policiais na América Latina, assessorando, orientando e apoiando as delegações do CICV no continente. "Isso se deve à experiência e à competência da delegação de Brasília adquirida nos últimos dois anos com a implementação do projeto destinado às Polícias Militares do Brasil", informa a página deles na Internet.

 Ações no Exterior

Segundo página na Internet da Cruz Vermelha de Brasília, a partir do ano de 2000, sua delegação tornou-se um Centro de Referência e Apoio com o intuito de auxiliar outras delegações no continente a desenvolver projetos de disseminação relativos à aplicação de normas de Direitos Humanos junto a forças policiais.

No segundo trimestre de 2000, o CICV de Brasília participou do treinamento da recém criada unidade policial de intervenção de emergência em locais de detenção na Colômbia. A CV contribuiu com o ensino de normas de direitos humanos aplicáveis por encarregados da aplicação da lei, principalmente as normas relativas ao uso da força.

Embora a responsabilidade pelas atividades do CICV no Equador tenha sido transferida para a delegação regional de Caracas, a delegação de Brasília continuou envolvida com certos aspectos do trabalho do CICV neste país, relata a instituição no seu site. "O delegado regional, baseado anteriormente em Brasília, conduziu duas missões no Equador. A primeira foi relativa à negociação com

o governo para visitar pessoas detidas em decorrência ao tumulto ocorrido em 21 de janeiro. A segunda visita tratou da transferência, a nível oficial, das atividades e responsabilidade pelo Equador para o chefe da delegação regional do CICV em Caracas", exemplifica.

No México, a delegação de Brasília participou de quatro seminários e apresentações à força policial mexicana. Já no Peru, em conjunto com a CICV peruana, a delegação de Brasília participou de discussões com a polícia nacional daquele país sobre uma possível cooperação na difusão do direito internacional humanitário.

Na Venezuela, a delegação reuniu-se com a delegação regional de Caracas e as autoridades venezuelanas para discutir a possibilidade de conduzir um programa de difusão de direito internacional humanitário para as forças policiais daquele país.

Além disso, a delegação brasiliense foi convidada a apresentar palestras sobre o direito humanitário e o CICV para a Escola de Guerra Naval, Escola de Aperfeiçoamento do Oficiais da Aeronáutica e contigente militar brasileiro preparando-se para participar da missão de paz da ONU no Timor Leste.

Na guerra ou na paz, a Cruz Vermelha tem como primeiro objetivo promover o bem-estar; por isto, suas atividades podem se estender ao campo da educação, da assistência social, da prevenção de doenças, do combate de epidemias, fome e muito mais.

Na esfera social, trabalha com minorias (idosos, deficientes físicos e mentais, por exemplo), doentes crônicos, dependendo da realidade de cada país em ca da época.

O importante é que a Cruz Vermelha não age sob interesse de nenhum país, empresa ou organização. Seu interesse maior é a vida, sem discriminar etnia ou nacionalidade.

Sua data é comemorada no dia do nascimento de Henri Dunant, que primeiro concebeu a idéia da Cruz Vermelha e acompanhou sua criação. Dunant ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, e morreu em 1910. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha também recebeu um Prêmio Nobel da Paz em 1917 - o único durante a Primeira Guerra Mundial - e outro em 1944, pelo desempenho na Segunda Guerra. Quando do centenário da Fundação da Cruz Vermelha, em 1963, mais dois prêmios Nobel da Paz: um foi para o Comitê Internacional e outro para a Liga das Sociedades.

ESTRUTURAS E ATRIBUIÇÕES

Cruz Vermelha

Em sua estrutura internacional, a Cruz Vermelha é formada por um Comitê Internacional e uma Liga das Sociedades, que engloba as diversas Sociedades Nacionais e todas as Sociedades do Crescente Vermelho.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha tem 25 membros suíços e está ligado diretamente às Convenções de Genebra. É um importante órgão de divulgação dos direitos humanitários, com base nos princípios da Cruz Vermelha.

A atividade da Liga das Sociedades da Cruz Vermelha procura coordenar as sociedades-membro no contexto internacional e participarna orientação e no incentivo da criação de novos membros. Fornece apoio operacional em operações de socorro em tragédias internacionais.

Existe ainda a Conferência Internacional da Cruz Vermelha, a mais alta autoridade, convocada de quatro em quatro anos ou quando há alguma necessidade extraordinária. Uma Comissão Permanente coordena as atividades da Cruz Vermelha nos intervalos entre as Conferências Internacionais.

INFORMAÇÕES RÁPIDAS

Desde sua criação, em 1919, a Liga das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha já coordenou mais de 300 operações de socorro de emergência no mundo inteiro.

Na última década, foram lançados cerca de 150 apelos que resultaram em um valor de cerca de 500 milhões de francos-suíços (mais de 750 bilhões de reais). Ao todo, são 171 Sociedades Nacionais em 171 países.

Para se ter uma idéia, em 1919 havia apenas uma Sociedade Nacional na África; em 1948 eram duas e em 1979 o salto foi enorme. Já eram 37 Sociedades Nacionais. A Cruz Vermelha salvou pessoas em terremotos nos seguintes países: Guatemala, Itália, Peru, Nicarágua, Turquia e Romênia; inundações, tufões ou ciclones em Bangladesh, Filipinas, Honduras e Romênia; secas na África, Etiópia, Haiti e Somália;

Em 1953, o número de membros adultos era de cerca de 56 milhões.

O dia da Cruz Vermelha é em homenagem a data de nascimento de seu fundador, Jean Henri Dunant.

Ele foi agraciado com o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, vindo a falecer nove anos depois. A própria Cruz Vermelha também foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, em 1917.

 

Fonte: IBGE

Sites para consulta – Brasil

www.cvb.org.br
www.medicossinfronteras.com




 

 

 

Tags: , , , , , , , , ,

mai 8 2012

Forças Armadas Brasileiras comemoram o dia da Vitória na 2ª Guerra Mundial

Category: Notíciaskatia @ 15:02

 

O dia 8 de maio de 1945 ficou marcado na históriaaliadascomo o dia em que as Nações aliadas, unidas em defesa da liberdade vivenciaram o sabor da Vitória da democracia na II Guerra Mundial. Chegava ao fim momentos de martírio e luta, marcando com tristeza e dor o passado da história.

Esse fato histórico é um marco para a humanidade inteira assim como trazemos a nossa memória com o devido respeito àqueles que, nos campos de luta, defenderam a soberania nacional com o sacrifício da própria vida nesta guerra entre nações.

Uniram-se as sociedades para viverem livres e soberanas. Somaram esforços as nações democráticas do mundo. Uniram-se cidadãos comuns, políticos, diplomatas e forças armadas de diferentes países.

Nossos marinheiros, soldados e aviadores, com exemplar espírito de sacrifício, partilharam o horror da guerra. Ombrearam corajosos e eficientes, fortes, disciplinados e destemidos, com os melhores combatentes de todas as Forças Aliadas.

Essa data também testemunhou a vitória dos valores da justiça, liberdade e democracia sobre a tirania e insensatez do regime nazi-facista.

Ao mesmo tempo, o Dia da Vitória convida à reflexão sobre os fatos sombrios que resultaram do emprego da violência na busca de superação das dissensões políticas, econômicas e ideológicas.

Naquele Glorioso dia, as forças Aliadas punham fim nos campos da Europa à ameaça nazi-fascista que, convulsionando o mundo, levou a milhões de famílias o desespero, o terror, a morte e o luto. e os 30 milhões de pessoas mortas naquela que foi a guerra travada para acabar com todas as guerras estão hoje, pra muitos, quase esquecidos.

É oportuno e desejável, portanto, que em todos os lugares e oportunidades que se ofereçam, sejam sempre revividos certos fatos relacionados com aquele conflito, que arrastou nações fortes e fracas, grandes e pequenas, ricas e pobres.

A desgraça teve seu início a 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia. Os primeiros anos de guerra pareciam confirmar a terrível idéia que os países do eixo totalitário levariam de vencida as nações democráticas. É que, em dado instante, achava-se a Inglaterra sozinha na defesa do mundo livre.

Nesse histórico clima de universal apreensão, Winston Churchill, o lutador de outras guerras, surgia como líder de primeira grandeza. Sob a sua insuperável liderança, soube o grande povo inglês dar também toda a medida do seu valor. Líder e liderados permutavam coragem, resignação e esperança. Sequiosos, os alemães prosseguiam invadindo a 7 de abril de 1941, a Iugoslávia e,  a 22 de junho, a Rússia. Em dezembro do mesmo ano, agredidos pelo Japão, os Estados Unidos aderem à causa aliada, estendendo-se a hecatombe por sobre o Pacífico.

Atacado pelos alemães, e em defesa não somente da honra, da soberania e dignidade nacionais, mas também em nome da liberdade, confiança e respeito entre as nações lançou-se o Brasil, inicialmente neutro, por igual, na g

rande conflagração percebendo que os caminhos para a solução pacífica dos conflitos haviam se esgotado definitivamente, após ter doze de seus navios mercantes afundados por submarinos alemães, colocando sob iminente risco todo o tráfego marítimo, com risco de desabastecimento nas cidades brasileiras.

A participação brasileira no evento foi expressiva, tanto no campo político, como no econômico e, particularmente no militar. No primeiro, contribuindo decisivamente para o fortalecimento da posição aliada, tanto no plano continental como no mundial. No econômico, fornecendo ao Bloco Aliado materiais estratégicos indispensáveis ao esforço de guerra.

Com a escalada da guerra, o Brasil, pertencendo ao bloco das nações que consagraram a democracia e a liberdade como a razão de ser da própria existência dos povos livres do mundo, não hesitou em unir-se àquelas agredidas, enviou milhares de combatentes, entre marinheiros, soldados e aviadores, para bravamente cerrar fileiras com as nações aliadas.

"Num terreno montanhoso, a cujo píncaros o homem chega com dificuldade; num inverno rigoroso, que a totalidade da tropa veio enfrentar pela primeira vez; e contra um inimigo audacioso, combativo e muito bem instruído, podemos dizer assim mesmo, e por isso mesmo, que os nossos bravos soldados não desmereceram a confiança que neles depositavam os seus chefes e a própria Nação Brasileira."

E no campo militar, enviado para frente de guerra a sua Força Expedicionária, que gloriosamente cumpriu, apesar de condições e circunstâncias adversas, a missão que lhe foi atribuída combatendo bravamente no teatro de operações italiano e proporcionando importante contribuição para a vitória aliada naquela frente.

Diga-se o mesmo, no concernente à Marinha Brasileira, a qual confiou a Nação a ingente tarefa da defesa de sua vasta costa marítima, contra a violenta destruição desenvolvida pelo inimigo. E de tal maneira se conduziram os nossos oficiais e marinheiros, que ao terminar o primeiro ano da nossa beligerância, o Almirante Ernest Hing, Comandante-em-Chefe da Esquadra Norte-Americana, titubeava em salientar a cooperação da Frota Brasileira, responsável pela escolta dos comboios em grande trecho do Atlântico, qualificando-a como modelo de eficiência, regularidade e boa execução.

A nossa heróica Força Aérea teve também participação de destaque nos céus da Europa, bem assim no patrulhamento de nosso litoral. Além de patrulhar a nossa costa em conjunto com a Marinha, apoiou a Força Expedicionária com a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação, também em território europeu.

Os objetivos atribuídos ao Grupo de Caça Brasileiro, consistentes no apoio as forças terrestres, no isolamento do campo de batalha, pela interrupção sistemática das vias de comunicações ferroviárias e rodoviárias e na distribuição da industria e instalações militar do Norte da Itália foram atingidos satisfatoriamente.

Merece destaque também o desempenho eficiente das Forças que aqui permaneceram em apoio e incentivo aos gloriosos expedicionários, na luta contra o nazismo internacional.

Por último não poderia ser esquecido o papel da mulher brasileira, representada pelo valoroso contingente de enfermeiras. Sua missão humanitária e denodada nos hospitais e enfermarias, em muito contribuiu para o êxito da causa.

Graças ao esforço comum, foi possível aos países aliados, grandes ou pequenos, forçar a arrogante Alemanha a render-se incondicionalmente no dia 8 de maio de 1945. Esse o feito supremo. Essa a grande data que nos cumpre comemorar.

Hoje passados 67 anos devemos exaltar mais a paz do que a vitória. Os valores que estão moveram a Nação Brasileira, e que hoje de novo nos inspiram, são fundamentalmente a democracia e a liberdade, que estruturam e cimentam a união do Mundo Livre. Esses os princípios que o totalitarismo nazi-fascista ameaçou destruir, pondo em risco a liberdade dos povos e a independência da Nação.

Fiéis a nós mesmos, como sempre, empenhemo-nos decisivamente em manter permanentemente viva a chama democrática. Alertados e mais bem preparados, hoje mais do que no passado, estamos em condições de garantir a nossa soberania contra qualquer agressão totalitária.

No mundo de incertezas em que vivemos, é imperioso que nos unamos todos com lealdade, decisão e patriotismo, para fazer do Brasil a pátria grandiosa que tanto almejamos.

Haveremos assim de ser dignos dos que morreram para que pudéssemos ser livres.

Aos heróis vivos daquele tempo, o nosso preito de admiração e respeito. Aos que não retornaram aos braços de seus entes queridos, nesta data de júbilo e tristeza, a perene gratidão dos brasileiros.

A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial confirmou que em todas as vezes em que os interesses nacionais foram ameaçados, a nação reagiu com a força necessária para fazer frente aos imperativos do momento.

Como representantes armados de nossa pacífica sociedade, Marinha, Exército e Aeronáutica permanecem atentos e prontos, moral, cívica e tecnicamente, para cumprirem a nobre, necessária e intransferível missão constitucional de Defesa da Pátria brasileira.

O Dia da Vitória confirma que não se renuncia à luta quando só ela pode restabelecer o equilíbrio e conquistar a paz.

Não se desprezam impunemente as armas quando elas são a última razão entendida pelos que desprezam a liberdade e amesquinham a segurança nacional.

Ao término da guerra, as perdas brasileiras foram significativas: 30 navios mercantes e três de guerra, 20 aviões abatidos ou inutilizados, além de quase 2.000 baixas. A esses homens, a nação deve eterno reconhecimento pelo espírito de sacrifício.

Dia da Vitória. O desfecho de uma lição que não deve ser esquecida.

 

FONTES: Revista do Clube Militar - Agosto/1974

                    Exército Brasileiro

                     www.mar.mil.br

Tags: , , , , , , , , ,

mai 4 2012

SENA Cursos e Concursos homenageia Marechal Rondon: Patrono das Comunicações

Category: Notíciaskatia @ 23:43

Cândido Mariano da Silva era descendente de índios Terena, Borôro e Guaná. Ele nasceu em 5 de maio de 1865, numa cidadezinha de Mato Grosso chamada Mimoso, mas que hoje é Santo Antônio do Leverger. Perdeu os pais ainda menino e foi criado por um tio, cujo sobrenome - Rondon - Cândido Mariano adotou anos mais tarde, com autorização do Ministério da Guerra.

O jovem Cândido Mariano licenciou-se como professor primário pelo Liceu Cuiabano, de Cuiabá, antes de continuar seus estudos no Rio de Janeiro. Em 1881, entrou para o Exército e dois anos depois para a Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 ele foi encaminhado à Escola Superior de Guerra e assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Por meio de exames prestados em 1890, graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais. Foi aluno de Benjamim Constant, e a ideologia positivista o guiou por toda a sua vida.
Em 1889, Cândido Mariano foi nomeado ajudante da Comissão de Construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá a Registro do Araguaia, que era chefiada pelo coronel Gomes Carneiro. Por sua indicação, Rondon veio a assumir a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, em 1892. Desde então, chefiou várias comissões para instalar linhas telegráficas no interior do Brasil, identificadas, genericamente, pelo nome de Comissão de Construção de Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, mais conhecida como Comissão Rondon.

Ele se destacou pela instalação de milhares de quilômetros de linhas telegráficas interligando as linhas já existentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Triângulo Mineiro com os pontos mais distantes do País. Um esforço de grandes proporções para a integração nacional através das comunicações. Ao mesmo tempo em que realizava o trabalho, Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Registrou novos rios, corrigiu o traçado de outros no mapa brasileiro e ainda entrou em contato com numerosas sociedades indígenas, sempre de forma pacífica. Pela sua vasta contribuição ao conhecimento científico, foi alvo de homenagens e recebeu muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

A repercussão da obra indigenista de Rondon valeu-lhe o convite feito pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Nesta função, comandou e traçou o roteiro da expedição que o ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, Prêmio Nobel da Paz em 1906, realizou pelo interior brasileiro entre 1913 e 1914, a Expedição Roosevelt-Rondon.

Também publicou o livro Índios do Brasil, em três volumes, editado pelo Ministério da Agricultura. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil, ficou famosa a sua frase: "Morrer, se preciso for; matar, nunca."

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções por merecimento, chegou a general-de-brigada em 1919 e a general-de-divisão em 1923.

A Inspeção de Fronteiras foi criada em 1927 para realizar o estudo das condições de povoamento e segurança das fronteiras brasileiras. Rondon ficou responsável por sua organização e chefia. Assim, ele percorreu milhares de quilômetros, do extremo norte do País ao Rio Grande do Sul, a fim de inspecionar pessoalmente as fronteiras.

Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva de primeira classe do Exército e, em 1940, foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), criado para prestar orientação e fiscalizar a ação assistencial do SPI, cargo em que permaneceu por vários anos. Encaminhou ao presidente da República, em 1952, o Projeto de Lei de criação do Parque Indígena do Xingu.

Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. Já cego, faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

Ao longo de sua vida e postumamente, pelo conjunto de sua obra, Rondon recebeu as maiores condecorações civis e militares, brasileiras e estrangeiras, entre elas o Prêmio Livingstone, da Sociedade Geográfica de Nova York/EUA; a inscrição de seu nome em letras de ouro, na mesma Sociedade, por ter sido considerado o explorador que mais se destacou em terras tropicais; a indicação de 15 países para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz, em 1957; a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar; os títulos de "Civilizador dos Sertões" e "Patrono das Comunicações no Brasil".

Para homenagear Rondon, foi escolhido o dia 5 de maio, sua data natalícia, para a comemoração do Dia Nacional das Comunicações. O antigo Território Federal de Guaporé recebeu o nome de Rondônia também em sua homenagem.

www.cursosena.com.br

 

 

 

 

 

Tags: , , , , , , ,

mai 4 2012

Exército comemora dia da Arma da Comunicação

Category: Notíciaskatia @ 22:40

 

No Exército Brasileiro, a criação da Arma de Comunicações é relativamente recente, datando do período da Segunda Grande Guerra, quando foi criada a 1ª Companhia de Transmissões, para atuar durante esse conflito, e assumindo as atividades de comunicações, até então desempenhadas pela Arma de Engenharia.

A partir de então, a Arma do Comando, orientada por seu lema “sempre servir”, tornou-se a responsável pela nobre missão de instalar, explorar e manter os sistemas de comunicações nos diversos escalões da Força Terrestre.

Nesse mister, os discípulos de Rondon devem perseguir o estabelecimento de ligações seguras e confiáveis, tornando possível a coordenação e o controle de todas as etapas das operações militares.

Rondon, o paradigma dos Comunicantes, é raro exemplo na História Militar mundial, pois poucas nações possuem militares com tradição de desbravamento e humanitarismo como a personificada pelo Marechal.

O Patrono das Comunicações brasileiras é considerado um dos cinco maiores desbravadores do mundo, responsável pela pacificação de inúmeras tribos indígenas e participante ativo na integração de extensas áreas do território brasileiro, desbravando mais de 50.000 Km de sertão e florestas inexploradas, estendendo mais de 2.000 Km de fios de cobre pelas regiões brasileiras, permitindo, assim, que a comunicação atingisse territórios antes isolados. A linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira (RO) é considerada uma de suas obras mais importantes pois, juntamente com a ferrovia Madeira-Mamoré, ajudou a ocupar a região do atual Estado de Rondônia.

Durante a construção das linhas telegráficas, Rondon entrou em contato com numerosas sociedades indígenas, sempre de forma pacífica, e fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e linguísticos das regiões por onde passou. Registrou novos rios e corrigiu o traçado de alguns outros no mapa brasileiro. Por sua enorme contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e condecorações de instituições do Brasil e do exterior.

Com o avanço tecnológico, as linhas telegráficas foram substituídas por linhas telefônicas, fibras ópticas e de transmissão de dados. No entanto, o desafio de expandir as novas possibilidades de comunicação a todas as localidades do Brasil continua muito presente. Este é, inclusive, um dos principais objetivos do Programa Nacional de Banda Larga, prioridade da presidenta Dilma. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo vai investir na construção de redes de fibra ótica, o que vai garantir uma internet muito mais rápida e acessível em todas as regiões brasileiras. A meta é construir 41 mil quilômetros de rede até 2014, levando conexão a 4.278 municípios.

Em defesa dos índios brasileiros, disseminou seu lema “Morrer se preciso for; matar nunca”, que se projetou enormemente, levando Rondon a um reconhecimento internacional por sua vida inteiramente dedicada à exploração pacífica, humanitária e civilizadora nos trópicos.

Considerado o “Bandeirante do século XX” e o maior sertanista de todos os tempos, chefiou diversas missões demarcatórias de fronteiras e percorreu mais de 100 mil quilômetros de sertões por rios, picadas na floresta, caminhos toscos ou estradas primitivas. Descobriu serras, planaltos, montanhas e rios.

Elaborou as primeiras cartas topográficas de território até então totalmente desconhecido dos registros nacionais.

No período de 1907 a 1909, Rondon percorreu 5.666 quilômetros, no trabalho de construção de linhas telegráficas e de levantamento carto-geográfico da região que forma o atual Estado de Rondônia, nome dado em sua homenagem.

De 1890 a 1916, participou das Comissões de Construções de Linhas telegráficas no Estado de Mato Grosso, que interligaram as linhas existentes do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Triângulo Mineiro à Amazônia.

Rondon é, desse modo, o primeiro responsável pelo grande esforço de integração nacional pelas comunicações.

Motivados por esse espírito destemido, empreendedor e dinâmico de seu Patrono, os militares da Arma de Comunicações procuram, cada vez mais, aperfeiçoar-se tecnicamente. E o presente nos mostra que os conflitos modernos têm-se caracterizado por uma demanda cada vez maior de informações, com os comandantes, no campo de batalha, necessitando continuamente de dados confiáveis sobre as capacidades de suas próprias forças e das forças inimigas.

A conjuntura atual requer do Exército Brasileiro um acompanhamento minucioso das transformações impostas pela modernidade, como a aquisição de novos equipamentos, dotados de confiáveis sistemas de segurança das comunicações e o constante treinamento de seus quadros.

A crescente importância da Guerra Eletrônica vem impondo aos integrantes da Arma de Comunicações novos desafios, como controlar o espectro eletromagnético, facilitando as próprias comunicações e dificultando ou impedindo as do inimigo.

Aos Comunicantes de hoje, inspirados nas realizações de seu Patrono, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, cabe enfrentar os desafios trazidos pelas constantes inovações tecnológicas e se preparar, com tenacidade, dedicação, abnegação e altruísmo, para a coordenação e o controle de operações militares num ambiente em que as comunicações se fazem cada dia mais presentes e imprescindíveis para a vitória.

“Quando soa a metralha ou o ronco dos canhões, nos céus da pátria ecoa teu nome: Comunicações”.

 www.cursosena.com.br

 

 

 

Tags: , , , ,

mai 4 2012

SENA Cursos e Concursos fala sobre o Dia Nacional das Comunicações

Category: Notíciaskatia @ 20:31

No dia 5 de maio, é comemorado o Dia Nacional das Comunicações. A data é uma homenagem ao nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon pelo feito no final do século 19 e início do século 20, quando este pioneiro realizou um trabalho vanguardista, para a época, que possibilitou a expansão das comunicações no Brasil.

Como seria diferente a realidade da nossa sociedade sem a comunicação viabilizada pelos recursos tecnológicos existentes! São milhões de pessoas conectadas em torno do planeta em uma dinâmica que transcende o simples ato de falar e ouvir. As interações humanas e todos os resultados possíveis a partir delas, encontram-se hoje em patamares jamais imaginados. Nesta data, todos aqueles que de alguma forma contribuem para que isso seja realidade, se orgulham por ajudar a humanidade a chegar tão longe. Às Comunicações!

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, “o desafio enfrentado por Rondon de expandir as novas possibilidades de comunicação a todas as regiões do Brasil continua presente, agora visando as novas tecnologias como acesso a banda larga e telefonia móvel em áreas de difícil acesso”.

O CAMINHO PERCORRIDO PELOS INTRUMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES

Com a evolução dos recursos eletromecânicos, foi possível em 1835 a criação do primeiro dispositivo de telecomunicações conhecido como telégrafo, por Samuel Morse, que em 1844 realizou a primeira transmissão telegráfica na linha que ligava Beltimore a Washington nos Estados Unidos, com a seguinte frase: “Que obra fez Deus!”. O equipamento empregava o código Morse baseado em pontos e traços, que dispostos de forma organizada, formavam os algarismos e números. Além disso, o meio de transmissão era o fio. Também, empregando o fio como meio de transmissão, o italiano Antonio Santi Giuseppe Meucci criou o telefone em 1856, o qual foi patenteado em 1876 pelo escocês Alexander Graham Bell.

Antes dessa data, porém, talvez uma das maiores contribuições no avanço das telecomunicações, fora de responsabilidade do físico e matemático britânico James Clerk Maxwell, que postulou em 1864 as quatro equações de Maxwell, as quais descrevem o comportamento das ondas eletromagnéticas no espaço livre viajando a velocidade da luz.

“Nessa corrida por invenções utilizando a propagação eletromagnética em espaço livre, como coincidência feliz de nossa história, o padre católico brasileiro Roberto Landell de Moura, em 1893, realizou experiências na transmissão de voz por ondas de rádio, sendo considerado pioneiro nesse segmento. Tal invento, por muitos foi considerado satânico pelo fato de a voz entrar por um transdutor, sumir e aparecer em outro ponto distante, instantaneamente e de forma original. Magnífico!

Depois disso, outras invenções tiveram participação fundamental no desenvolvimento das telecomunicações, como a criação dos computadores digitais, sendo o Z1, desenvolvido pelo alemão Konrad Zuse em 1934, o primeiro utilizando sistemas de numeração binária.

Nesta lista de grandes invenções não se poderia deixar de mencionar o lançamento orbital do satélite artificial Sputnik, em 1954, que fora o portão de acesso para a corrida espacial na busca de independência absoluta nas telecomunicações.

Com isso,  em pouco mais de um centenário, desde a criação do telégrafo, que permitiu o então Maj Candido Mariano da Silva Rondon cortar o interior da Amazônia, em 1910, integrando essa região a outras partes do Brasil com linhas telegráficas, até os dias de hoje, em que as comunicações de dados por satélite predominam na mesma Amazônia de antes, o homem acompanhou a mega-evolução dos sistemas de telecomunicações, que permitiram desde a simples troca de informação até os meios de comunicação em massa, onde qualquer forma binária de voz, som e imagem podem ser transferidos do emissor para o receptor em qualquer parte do globo terrestre.

Dentro desse cenário evolutivo dos recursos tecnológicos, cabe, por fim, realizar um comentário sobre a atividade desenvolvida pelo CINDACTA IV. Certamente o grau de excelência demonstrado por este Centro na nobre missão de garantir a vigilância e o controle da circulação aérea geral, bem como a condução das aeronaves que mantêm a integridade e

a soberania do espaço aéreo em uma área tão imensa e tão inóspita, não teria a mesma eficiência e eficácia não fossem os sistemas de radiodeterminação, radionavegação, radiodifusão e os sistemas de telecomunicações empregados nos Serviços Fixo e Móvel Aeronáuticos, tais como as Estações Remotas de V/UHF, os Sistemas de Tratamento e Visualização de Dados - STVD, Sistema de Tratamento de Mensagens ATS – AMHS, empregados de maneira sistematizada e integrada, funcionando como uma engrenagem perfeita e harmônica.

Parabéns a todo profissional civil e militar que trabalha incansavelmente na manutenção dos equipamentos de comunicação instalados na Sede e nos Sítios mais longínquos, bem como aos operadores e aqueles que, direta ou indiretamente, contribuem para garantir a alta disponibilidade dos meios de comunicações empregados para atender à atividade fim do CINDACTA IV.” Texto elaborado por: Rodrigo de Faria Baroni  1º Ten QOECOM Chefe da Subdivisão de Telecomunicações

ORDEM DO MÉRITO DAS COMUNICAÇÕES

Uma ordem honorífica dada a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecer seus serviços relevantes prestados às comunicações.

Foi criada pelo decreto nº 87.009 de 15 de março de 1982 no governo do presidente João Figueiredo. A entrega das insígnias acontece, em princípio, em Brasília, no dia 5 de maio de cada ano, Dia Nacional das Comunicações em homegangem ao nascimento do Marechal Rondon, patrono das comunicações do Brasil. Em 15 de abril de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei nº 11.655, de autoria do ex-vice-presidente da República Marco Maciel (PLS nº 212 de 6 de julho de 2004), alterando a demonimação da Ordem para Ordem do Mérito das Comunicações Jornalista Roberto Marinho.

MEIOS DE COMUNICAÇÃO QUE FAZEM PARTE DO NOSSO DIA A DIA

O telefone: inventado por Alexander Graham Bell, permite a conversação à distância. Seu aperfeiçoamento possibilita chamadas locais, interurbanas e in­ternacionais. O telefax, ou fax simplesmente, permite a reprodução, por telefone, de um texto qualquer. Usando telefones equipados com televisão, as pessoas podem se ver enquanto conversam.       

O correio: repartição que recebe e envia correspondência, cargas e valores. Na Antigüidade, as notícias eram levadas por corredores ou mensageiros a cavalo. Em 1840, a Inglaterra emitiu o primeiro selo postal, em que figurava a Rainha Vitória. O primeiro país da América a emitir selos foi o Brasil (1843). Hoje o correio é imprescindível à sociedade.

A radiodifusão: permite o envio de sons - mensagens faladas, músicas e sinais de comunicação -, através de ondas de rádio que se propagam no ar, para o mundo inteiro. Os primeiros sinais radiofônicos foram transmitidos por, Guglielmo Marconi, físico italiano, em 1896. No Brasil, a primeira transmissão aconteceu em 1922, mas o rádio só foi ao ar comercialmente em 1923, com a emissora Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto e Moritzi.

A televisão: transmite imagens e sons. É um dos meios de comunicação mais importantes da atualidade pelo grande número de pessoas que atinge. Por meio de circuitos fechados, escolas, empresas e outras instituições usam a tevê com objetivos específicos. No Brasil, a televisão teve início em 1950 com a TV Tupi, canal 3, de São Paulo, emissora pertencente aos Diários Associados.         

A imprensa: teve muita importância para o desenvolvimento cultural da humanidade. A imprensa surgiu na Alemanha, com Johannes Gutenberg, a quem se deve a invenção da tipografia. Gutenberg começou a imprimir livros por, volta de 1450. Os livros, que antes eram escritos à mão, passaram a ser feitos em série. Até 1890, o processo era manual. Hoje em dia, máquinas modernas imprimem rapidamente milhões de livros, jornais e revistas, e a imprensa transformou-se em importante veículo de informação e educação.

Além do rádio, da televisão e da imprensa, também o cinema integra os chamados meios de comunicação de massa, responsáveis por uma verdadeira revolução nas comunicações no início do século XX, que tornou possível a transmissão rápida de notícias e informações a uma quantidade muito grande de pessoas.

www.cursosena.com.br

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

mai 3 2012

SENA Cursos e Concurso fala sobre Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Category: Notíciaskatia @ 15:03

Liberdade de imprensa é um dos princípios pelos quais um Estado democrático assegura a liberdade de expressão aos seus cidadãos e respectivas associações, principalmente no que diz respeito a quaisquer publicações que estes possam pôr a circular.  infelizmente nem todo pais há liberdade de imprensa,existem países que até a Internet é censurada.

Geralmente, refere-se a material escrito mas, segundo alguns autores, o termo "imprensa" pode, por vezes, alargar-se a outros meios de comunicação social. De qualquer forma, a liberdade de imprensa corresponde a uma garantia menos geral que a "liberdade de expressão", que se aplica a todas as formas de comunicação (por exemplo, nas artes).

Cada governo tem competências para legislar em relação a esta matéria de forma a classificar os assuntos que devem ser do conhecimento público ou não, de acordo com os interesses governamentais (mesmo em sociedades democráticas, existe o segredo de Estado, por exemplo).

De acordo com a organização Repórteres sem fronteiras, o Brasil ocupa a 99ª posição do ranking de liberdade de imprensa em 2012, dentro de uma lista composta por 179 países. O relatório aponta uma queda significativa da liberdade de imprensa em relação ao ano de 2011.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado nesta quinta, representantes de associações de editores do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru vão divulgar um documento para chamar a atenção quanto ao número de jornalistas assassinados na América Latina no ano passado e a necessidade de lutar contra a impunidade que rondam esses casos. O País foi representado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Segundo o texto, os 29 assassinatos de pessoas ligadas à imprensa na região em 2011 representam um terço do total mundial. "Há realidades na América Latina nas quais a atividade jornalística é sinônimo de perigo para a vida dos que a exercem", diz a carta, batizada de Declaração de Santiago.

No Brasil, desde o início do ano, quatro jornalistas foram mortos. O caso mais recente foi o de Décio Sá, de 42 anos, autor de um blog de denúncias de corrupção assassinado no dia 23 de abril em um bar de São Luiz do Maranhão. Na Colômbia, as Farc assumiram na terça-feira a autoria do sequestro de um jornalista francês.

Escrita na última sexta-feira, a declaração reafirma "a importância da liberdade de imprensa para o debate público, a formação de valores democráticos e a fiscalização das autoridades por parte dos cidadãos".

Sem citar exemplos, o documento ainda aponta que alguns governos da região de origem democrática, "mas de práticas autoritárias", buscam instaurar uma cultura de intolerância em relação à imprensa.

Esse quadro incentivaria agressões contra meios de comunicação e jornalistas e geraria uma grave deterioração do direito dos cidadãos de informar e de ser informados. "A isso se acrescenta o uso da publicidade oficial como mecanismo de prêmio ou castigo, como a criação de um sistema de mídia oficial para deslegitimar a crítica", diz o documento.

A carta também assinala que "preocupa o assédio judicial e administrativo como ferramenta para limitar a livre circulação de idéias".

Esse é o caso pelo qual passa o jornal O Estado de S. Paulo, que desde o dia 31 de julho de 2009 está proibido pela Justiça de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

LIBERDADE DE IMPRENSA NO MUNDO

Todos os anos, a organização Repórteres Sem Fronteiras estabelece uma classificação de países em termos de liberdade de imprensa. O Índice de Liberdade de Imprensa é baseado nas respostas aos relatórios[2] enviados aos jornalistas que são membros das organizações parceiras do RSF, assim como especialistas afins tais como pesquisadores, juristas e ativistas dos direitos humanos. A pesquisa faz perguntas sobre

os ataques diretos aos jornalistas e meios de comunicação, bem como outras fontes indiretas de pressão contra a imprensa livre, como a pressão sobre os jornalistas ou organizações não-governamentais. A RSF é cuidadosa ao observar que o índice classifica apenas a liberdade de imprensa e não mede a qualidade do jornalismo em cada país.

Em 2009, os países onde a imprensa foi mais livre foram a Finlândia, Noruega, Irlanda, Suécia e Dinamarca. O país com o menor grau de liberdade de imprensa foi a Eritreia, seguido pela Coréia do Norte, Turcomenistão, Irã e Mianmar (Birmânia).

Anualmente, a Freedom House, organização não-governamental estadunidense apresenta um relatório que mede o nível de liberdade e de independência editorial apreciado pela imprensa em todas as nações e territórios em disputa significativa em todo o mundo. Níveis de liberdade são pontuados em uma escala de 1 (mais livre) a 100 (menos livre). Consoante os princípios, as nações são, então, classificados como "Livre", "Parcialmente livre", ou "Não livre".

Em 2009, Islândia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Suécia ficaram com as melhores posições, enquanto Coreia do Norte, Turcomenistão, Myanmar (Birmânia), Líbia, Eritreia, com as piores posições.

PAÍSES NÃO DEMOCRÁTICOS

Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, mais de um terço da população mundial vive em países onde não há liberdade de imprensa. Surpreendentemente, estas pessoas vivem em países onde não existe um sistema de democracia ou onde existem graves deficiências no processo democrático. A liberdade de imprensa é um conceito extremamente problemático para a maioria dos sistemas não-democráticos de governo, pois, na idade moderna, o controle estrito do acesso à informação é fundamental para a existência da maioria dos governos não-democráticos e os seus sistemas de controle e de segurança associados aparelho. Para esse efeito, a maioria das organizações das sociedades não-democráticas empregam notícias estatais para promover a propaganda crítica para manter uma base de poder político existente e reprimir (muitas vezes de forma brutal, através da utilização de policiais militares ou agências de inteligência), qualquer tentativa significativa de os meios de comunicação ou dos jornalistas de contestar a linha aprovada pelo governo sobre "questões controversas". Nesses países, os jornalistas operam à margem do que é considerado aceitável, muito frequentemente sendo intimidados por agentes do Estado. Isto pode variar de simples ameaças às suas carreiras profissionais até ameaças de morte, sequestro, tortura e assassinato. A Repórteres Sem Fronteiras relata que, em 2003, 42 jornalistas perderam a vida e que, no mesmo ano, pelo menos 130 jornalistas foram presos como resultado de suas atividades profissionais. Em 2005, 63 jornalistas e cinco assistentes de mídia foram mortos no mundo inteiro.

LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL

Muito antes do regime militar, a imprensa no Brasil sofreu com a repressão e o cerceamento das informações. Nos tempos da monarquia, a impressão de qualquer tipo de material era proibida no Brasil. Os livros também eram proibidos e quem os possuísse era considerado criminoso.  Só em 1808, a proibição terminou. Mesmo assim a imprensa ainda não era livre no país. O primeiro jornal do Brasil, “A Gazeta do Rio de Janeiro", já passava por censura prévia. Atualmente, existem associações que lutam pela liberdade de expressão e de imprensa. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) são alguns exemplos. Elas são responsáveis por ações pela liberdade de imprensa e por denúncias de ameaças ao direito de informação.

A ditadura militar no Brasil durou 21 anos. Neste período, os veículos de comunicação passaram pela vigilância acirrada da censura. A liberdade de imprensa era praticamente inexistente. Jornalistas foram presos, muitos torturados e até mortos pelos militares. Talvez por isso mesmo o Dia da Liberdade de Imprensa, que no Brasil é comemorado em 7 de junho, não pode ser esquecido.A liberdade de imprensa é um bem da sociedade, conquistado com muito esforço e à custa de muitas vidas.

Hoje em dia ainda há quem discorde que ela exista de fato, pois infelizmente a censura ainda persiste disfarçada de vários modos: seja defendendo os interesses dos próprios veículos de comunicação, seja por ideologias políticas. Apesar das controvérsias, é inegável que a defesa da liberdade de imprensa contribui muito para o fortalecimento das instituições democráticas no Brasil. Esse é um trabalho incessante em favor da própria sociedade que, por ter o direito à informação, tem o dever de também lutar pela imprensa livre e ajudar a combater a impunidade de crimes praticados contra os profissionais e veículos de comunicação.

Momento de refletir

No resto do mundo, o Dia da Liberdade de Imprensa é comemorado em 3 de maio. A data sempre é aproveitada pelos órgãos de comunicação para chamar a atenção sobre as dezenas de jornalistas que são assassinados por ano, no exercício da profissão. Uma demonstração clara de que a repressão à informação existe ainda nos dias de hoje.  Portanto, o Dia da Liberdade de Imprensa é muito mais do que outra simples data comemorativa. É um momento de refletir sobre a importância desse direito e também de tentar encontrar formas de combater essa repressão disfarçada, que nega aos jornalistas e ao povo o sagrado direito à informação.

“A censura e a liberdade de imprensa hão de continuar sempre a sua luta. O poderoso exige e exerce a censura; o homem sem poderes reclama a liberdade de imprensa. O primeiro quer ser obedecido, em vez de ser limitado nos seus planos ou na sua atividade por uma contradição insolente. O segundo quer dar voz às razões que lhe legitimam a desobediência. Por toda a parte se encontrará uma tal oposição.

Contudo, nota-se também, que, à sua maneira, o mais fraco, o que sofre a dominação, procura igualmente limitar a liberdade de imprensa, nomeadamente quando conspira e procura não ser traído. Ninguém clama tanto por liberdade de imprensa como aquele que a quer perverter.”

Johann Wolfgang von Goethe, in «Máximas e Reflexões»

Segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem, Artigo 19: “Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.”

Viva a liberdade de expressão,

viva a liberdade de imprensa,

viva a liberdade de todos os povos!

 

Fontes: Wikpédia e Estadão

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

mai 2 2012

SENA Cursos e Concursos homenageia a FEB - Força Expedicionária Brasileira

Category: Notíciaskatia @ 00:00

A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens que lutou ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída inicialmente por uma divisão de infantaria, acabou por abranger todas as forças militares brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em alusão ao que se dizia à época que era "mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra"

Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do presidente Getúlio Vargas de não se definir por nenhuma das grandes potências, somente tentando se aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal "pragmatismo" foi interrompido no início de 1942, quando os Estados Unidos convenceram o governo brasileiro a ceder a ilha de Fernando de Noronha e a costa nordestina brasileira para o recebimento de suas bases militares. Os EUA tinham planos para invadir o nordeste, caso o governo Vargas insistisse em manter o Brasil neutro.

A partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, impedindo-o de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matéria-prima) exportados do continente americano, como consta nos diários de Joseph Goebbels. Estes suprimentos eram vitais para o esforço de guerra aliado. Os alemães iriam abastecer a partir de 1942, pelo Atlântico norte, principalmente a então União Soviética.

Tinha também por objetivo a ofensiva submarina do eixo em águas brasileiras intimidar o governo do Brasil a se manter na neutralidade, ao mesmo tempo que seus agentes no país e simpatizantes fascistas brasileiros, pejorativamente denominados pela população pela alcunha de Quinta coluna, espalhavam boatos que os afundamentos de navios mercantes seriam obra dos anglo-americanos interessados em que o país entrasse no conflito do lado aliado.

No entanto, a opinião pública não se deixou confundir. Comovida pelas mortes de civis e instigada também pelos pronunciamentos provocativos e arrogantes, emitidos pela Rádio de Berlim, passou a exigir que o Brasil reconhecesse o estado de beligerância com os países do eixo. O que só foi oficializado em 22 de agosto do mesmo ano, quando foi declarada guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista. Após a declaração de guerra, diante da contínua passividade do então governo, a mesma opinião pública passa a se mobilizar para o envio à Europa de uma força expedicionária como contribuição à derrota do fascismo.

Porém só quase dois anos depois, em 2 de julho de 1944, teve início o transporte do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino a Nápoles. As primeiras semanas foram ocupadas se aclimatando ao local, assim como recebendo o mínimo equipamento e treinamento necessário, sob a supervisão do comando americano, ao qual a FEB estava subordinada, já que a preparação no Brasil demonstrou ser deficiente, apesar dos quase 2 anos de intervalo entre a declaração de guerra e o envio das primeiras tropas a frente. Muito embora entre os expedicionários combatentes se formasse um consenso no decorrer e após o conflito de que somente o combate é adequadamente capaz de preparar um soldado, independente da qualidade do treinamento recebido anteriormente

O Brasil perdeu nesta campanha, mortos diretamente em combate, cerca de quatrocentos e cinquenta praças e treze oficiais, além de oito oficiais-pilotos da Força Aérea Brasileira. A divisão brasileira ainda teve cerca de duas mil mortes devido a ferimentos de combate e mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras diversas causas que os incapacitaram para a continuidade no combate[15]. Tendo assim, somadas as substituições, turnos e rodízios, dos cerca de vinte e cinco mil homens enviados, mais de vinte e dois mil participado das ações. O que, incluso mortos e incapacitados, deu uma média de 1,7 homens usados para cada posto de combate, um grau de aproveitamento apreciável se comparado à outras divisões que estiveram o mesmo tempo em campanha em condições semelhantes.

Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de vinte mil soldados inimigos, quatorze mil, setecentos e setenta e nove só em Fornovo di Taro, oitenta canhões, mil e quinhentas viaturas e quatro mil cavalos. Segundo o historiador norte-americano Frank McCann,Estado o Brasil foi convidado a integrar a força de ocupação da Áustria.

Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB ainda na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região militar (1ª RM), sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente. Mesmo com sua desmobilização relâmpago, o regresso da FEB após o final da guerra contra o fascismo precipitou a queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo no Brasil.

Os antigos adversários ainda julgam que os expedicionários da FEB combateram na Itália para defender interesses americanos, sem desmerecerem, contudo, sua capacidade. A tenacidade dos pracinhas é elogiada até hoje. Eles são chamados de "oponentes honrados" visto que, quando renderam a Divisão Monterosa, em abril de 1945, prestaram honras militares aos soldados italianos que marcharam em direção ao cativeiro, ao impedirem que fossem sumariamente fuzilados por guerrilheiros. Existem menções ao bom tratamento dispensado pelos brasileiros aos inimigos capturados, em alguns livro publicados, na Itália, por antigos adversários da FEB. 

As cinzas dos corpos de nossos heróis mortos no conflito, foram transladadas de Pistóia, Itália, para o Brasil e, hoje, repousam em jazigos de mármore, colocados no subsolo doMonumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, idealizado pelo Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB, e inaugurado em 24/6/1960, no Parque do Flamengo. Constitui uma das mais belas obras do Rio de Janeiro, e que se acha inscrita a seguinte homenagem: "Imolando-se pela Pátria, adquiriram uma glória imortal e tiveram soberbo mausoléu, nã

o na sepultura em que repousam, mas na lembrança sempre viva de seus feitos. Os homens ilustres têm como túmulo a terra inteira".

Criado com o objetivo de guardar os restos mortais dos militares brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial e para divulgar a participação do Brasil naquele conflito, o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial conhecido como Monumento aos Pracinhas -, localizado no bairro da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro foi projetado pelos arquitetos Marcos Konder Neto e Hélio Ribas Marinho, vencedores de um concurso nacional.

A plataforma elevada, que atinge trinta e ummetros de altura, empregou, pela primeira vez no país, o concreto aparente. O Monumento é guardado por um revezamento das três forças armadas: Exército; Marinha e Aeronáutica; nele estão os restos mortais dos Expedicionários

Brasileiros que lutaram e tombaram na Segunda Guerra Mundial, que foram trazidos do Cemitério de Pistóia, na Itália, em 1960.

Foi construído entre 1957 e 1960, em Estilo Moderno e é cercado por jardins de Burl Marx. Além de cerimônias militares ele é palco também de diversas celebrações populares, como foram as Missas rezadas pelo Papa João Paulo II em suas duas vindas à cidade, em 1982 e 1998. O conjunto é integrado por três obras:

* Uma escultura em metal, de autoria de Júlio Catelli Filho, homenageando a Força Aérea Brasileira (FAB)

* Uma escultura em granito, de autoria de Alfredo Ceschiatti, homenageando os pracinhas das três Armas

* Um painel de azulejos, de autoria de Anísio Medeiros, homenageando os mortos (civis e militares), no mar, datado de 1959

 

Fontes:
http://www.anvfeb.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Força_Expedicionária_Brasileira
http://www.forte.jor.br/tag/feb/

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

abr 30 2012

Sena Preparatório Pré-Militar homenageia o trabalhador pelo seu dia

Category: Notíciaskatia @ 22:26

Inicialmente, nesta página dededicada a homenagear todos os trabalhadores pelo Dia Mundial do Trabalho, a Rede SENA Cursos e Concursos reverencia a todos os profissionais que colaboram pelo crescimento e fortalecimento de nossa Instituição Pré-Militar na missão de preparar jovens e candidatos, para os Concursos Públicos Militares que podem abrir uma oportunidade sólida e edificante no seu futuro profissional, no seguimento da Carreira Militar.

Assim, fica aqui, o agradecimento pessoal do Diretor Luiz Augusto de Alcântara Ferreira, da Rede SENA Cursos e Concursos a sua equipe de divulgação que trabalha incansável na missão de conduzir jovens e candidatos àquela que pode ser a grande oportunidade de suas vidas; a Equipe de coordenadores e professores que trabalham na missão de orientar e preparar nossos alunos aos concursos de seu interesse, na conquista de uma carreira promissora e da estabilidade profissional e financeira, tão sonhadas por milhões de brasileiros; a sua Equipe de apoio administrativo que trabalha pela perfeita organização de nossa Instuição, permitindo aos nossos alunos o suporte necessário durante o seu preparo; a sua equipe de WEB que trabalha para que as informações cheguem de Norte a Sul do País, permitindo a todos que visitam o nosso site um leque de informações que atendam as expectativas de todos.

Aproveitamos, também, para felicitar os nossos alunos que já trabalham e que, pelo esforço do próprio trabalho buscam a conquista de um sonho, assim como, aos pais de nossos alunos que trabalham no sentido de oferecer aos seus filhos um futuro melhor. E, finalmente, parabenizamos a todos os trabalhadores que ajudam na construção de um País melhor.

UM POUCO DA HISTÓRIA QUE LEVOU A SE INSTITUIR  MUNDIALMENTE, UM DIA DEDICADO AO TRABALHADOR

Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

CHICAGO, MAIO DE 1886 

O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.

Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.

Manifestações do Primeiro de Maio de 1886

No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.

Os oradores se revesavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.

A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.

A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

 Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".

No Brasil, o primeiro de maio é comemorado desde o ano de 1925, por decreto sancionado pelo presidente da república Artur Bernardes. De lá para cá, a data foi comemorada de diversas formas. Em 1940, o presidente Getúlio Vargas anunciou o novo salário mínimo. Em 1941, a data foi utilizada para marcar a criação da Justiça do Trabalho, que visava resolver o

s conflitos existentes entre os trabalhadores e seus patrões. Hoje, a data perdeu um pouco do caráter reivindicativo. No feriado, geralmente há festas organizadas pelas principais centrais sindicais do país.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.

No Brasil, o primeiro de maio é comemorado desde o ano de 1925, por decreto sancionado pelo presidente da república Artur Bernardes. De lá para cá, a data foi comemorada de diversas formas. Em 1940, o presidente Getúlio Vargas anunciou o novo salário mínimo. Em 1941, a data foi utilizada para marcar a criação da Justiça do Trabalho, que visava resolver os conflitos existentes entre os trabalhadores e seus patrões. Hoje, a data perdeu um pouco do caráter reivindicativo. No feriado, geralmente há festas organizadas pelas principais centrais sindicais do país.

Alguns dos maiores benefícios recebidos pelo trabalhador brasileiro foram instituídos no dia 1o de maio, como o decreto-lei no 5.452, de 1o/5/1943, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, aprovando a consolidação das Leis do Trabalho (CTL). Getúlio criou também em 1940, o salário mínimo, com o valor de 240 mil réis. Essa medida beneficiou diretamente mais de um milhão de trabalhadores que, na época, ganhavam abaixo desse valor. 

Logo depois, em 1941, foi criada, em todo o território nacional, a Justiça do Trabalho, como órgão do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. A Justiça do Trabalho é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho, com sede em Brasília, por tribunais regionais e por juntas de conciliação e julgamento. Suas atribuições estão estabelecidas no artigo 144 da Constituição Federal: processar e julgar as ações oriundas da relação de trabalho, as ações que envolvam o exercício do direito de greve, as ações sobre representação sindical, as ações de indenização por dano moral ou patrimonial.

Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho

Para refletir:

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali. O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos. Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam. Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé alegria.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos? O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: "como ele pode pensar assim?" O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância. Um dia o Sr. João pensou: "alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda."

"Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda." Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar: "O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?" A resposta do jovem veio logo: "em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.

" Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos. Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos.

Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia. E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente. E conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

 www.cursosena.com.br

 

Tags: , , , , , , , , , ,